MISSÃO, OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS

Missão

A missão do Ateliê Casa Espaço Cultural é tornar-se um centro de referência da arte brasileira (artes plásticas, cinema, arquitetura, artes cênicas, design, artes gráficas e artesanato) dentro da região do semiárido nordestino para, através do incentivo, divulgação e reflexão sobre a arte do presente e das suas referências históricas, contribuir para a formação da sensibilidade e da expressão do público em geral.

Objetivos

  1. Tornar-se um pequeno centro de referência da arte moderna e contemporânea em sua região;
  2. Formar o público para a compreensão e apreciação da arte do presente, bem como das suas referências históricas nacionais e internacionais;
  3. Divulgar a arte moderna e os seus fundamentos estético-culturais e incentivar a produção intelectual sobre a mesma;
  4. Incentivar e divulgar a produção da arte contemporânea, particularmente da arte brasileira, e seus fundamentos estético-culturais, e incentivar a produção intelectual sobre a mesma;
  5. Elaborar uma política para a ampla circulação de seu acervo;
  6. Abranger todas as artes visuais e a arquitetura em suas múltiplas manifestações de linguagem;
  7. Elaborar, montar e caracterizar uma cinemateca como centro de difusão e debate da produção cinematográfica;
  8. Empreender o enriquecimento de sua coleção através de aquisições sistemáticas e da adoção de uma política de comodatos e doações;
  9. Efetuar leituras variadas de sua coleção, experimentar maneiras variadas de expô-las e abrir representações;
  10. Tornar sua equipe e sua estrutura funcional em um paradigma museológico no trato da arte moderna e contemporânea; e.
  11. Tornar o Espaço Cultural autônomo financeiramente.

Estratégias

Para alcançar os objetivos acima, a equipe do Ateliê Casa implantará as seguintes estratégias:

1.1.1    Da formação do público

- Organizar exposições e desenvolver instrumentos de mediação entre o público e a obra de arte.

- Desenvolver o setor de educação, voltado para o aperfeiçoamento de professores e formação de alunos do 1º e 2º graus e monitores, além de contribuir com subsídios para todas as atividades públicas do espaço cultural.

- Incrementar o setor editorial juntando à publicação de catálogos, agendas e informativos anuais, quando possível à publicação de uma revista teórica, anais de encontros, ciclos de palestras ou eventos similares, e livros sobre estética, história da arte ou aspectos da cultura afinados com o debate artísticos (podendo inclusive contar com eventual associação com alguma casa editorial já estabelecida).

- Conservar e catalogar a documentação com o objetivo de melhor atender ao seu público.

1.1.2    Da divulgação da arte moderna

- Expor permanentemente frações de suas coleções e,  periodicamente, coleções de outras instituições ou coleções de particulares.

- Conservar e expandir o acervo do espaço cultural, seguindo critérios estabelecidos por sua curadoria.

- Procurar manter convênio com outras instituições similares.

- Promover a circulação das obras de seu acervo.

1.1.3    Do incentivo e da divulgação da produção de arte contemporânea

- Convidar artistas para realizarem exposições.

- Conservar e expandir o acervo do espaço cultural, garantindo que os artistas pertinentes para a produção contemporânea brasileira estejam bem representados.

- Realizar palestras, simpósios, workshops de modo a manter o espaço cultural atualizado frente aos aspectos essenciais do debate estético-cultural.

- Promover a circulação de exposições e obras de seu acervo.

1.1.4    Da política de empréstimos

- As obras poderão ser cedidas para instituições qualificadas e que obedeçam aos padrões museológicos definidos internacionalmente.

- Para qualquer empréstimo será necessário, além da aprovação da curadoria sobre o material solicitado, a especificação da museografia da exposição, além das informações que comprovem o atendimento a todos os quesitos técnicos.

- O pagamento do seguro da(s) obra(s) emprestada(s) não é obrigatório, mas se faz necessário à assinatura de um termo de responsabilidade por parte do solicitante, inclusive contendo um termo de valores pré-estabelecidos em comum acordo com o espaço cultural assim como também o transporte da(s) mesmas, cabendo a este decidir sobre a necessidade do material ser acompanhado de um membro da sua equipe técnica.

- O espaço cultural através de critério de sua curadoria cobrará taxas de administração proporcionais aos eventos a qual a(s) obra(s) serão destinadas(s), conforme a quantidade de obras cedidas.

- Mesmo no caso do atendimento de todos os quesitos apresentados, o espaço cultural poderá recusar o empréstimo de determinadas obras, seja por considerá-las demasiado frágeis, ou pela sua importância histórica, ou por já tê-las reservado para outra exposição.

- Será definido um tempo máximo de empréstimo para toda obra solicitada em função de sua importância frente ao conjunto de obras permanentemente expostas ao público visitante do espaço cultural.

1.1.5    Do tratamento das artes visuais em suas múltiplas manifestações de linguagem

- Iniciar tratamento similar ao feito às artes plásticas, assim que seja possível, às áreas de arquitetura, design e artes gráficas.

- Empenhar os esforços necessários para formar um acervo fotográfico, estabelecendo política de aquisição face à produção contemporânea preferencialmente na região nordeste do país.

1.1.6    Da política de aquisições

- O espaço cultural deverá preferencialmente adquirir arte brasileira moderna e contemporânea.

- As obras a serem adquiridas deverão ser definidas pelos curadores do espaço. O critério definido para aquisição deverá estar baseado na necessidade de preencher as lacunas do acervo e na necessidade de sua atualização frente ao panorama artístico. As propostas de aquisição deverão ser submetidas ao conselho curador e referendadas pela diretoria.

- As diretrizes para as aquisições a serem realizadas no ano deverão ser redefinidas ou confirmadas ao final do ano imediatamente anterior, num relatório acompanhado das justificativas das aquisições propostas ao longo do ano.

1.1.7    Das políticas de comodato e doações

- As obras oferecidas em comodato ou doação deverão ser avaliadas pelos curadores em função de sua relação com o acervo do espaço cultural e com os rumos que orientam sua expansão. Caso o parecer seja favorável, os curadores submeterão as propostas à comissão de doação ou, quando for o caso, à comissão de cinemateca que, em seguida, as encaminhará para serem referendadas pela diretoria.

- No caso de comodato o tempo mínimo é de dois anos renováveis automaticamente.

- A doação e os direitos de uso de comodato estarão regulados em contrato.

1.1.8    Das leituras e da difusão de seu acervo

- Abrir o acervo do espaço cultural para curadores, pesquisadores e designers com a finalidade de estimular a realização de exposições e estudos de natureza variada.

- Fazer uso do maior número possível de meios que criteriosamente sejam capazes de garantir a difusão de seu acervo.

1.1.9    Da preservação, estudo e divulgação de seu patrimônio ambiental

- Acompanhar e sugerir novas alternativas de ocupação do espaço cultural suscitadas pela introdução de novos suportes de expressão artística, pelo aperfeiçoamento da maneira de expor as obras de arte moderna e contemporânea e pela expansão de seu acervo.

1.1.10    Da incorporação e do aperfeiçoamento de seus recursos humanos

- Buscar no mercado os melhores profissionais para as diversas áreas do espaço cultural e remunerá-los de forma competitiva.

- Elaborar um plano de cargos e salários.

- Estabelecer intercâmbios com instituições similares de alto nível, facultar estágios e estimular pelas mais diversas vias a atualização e o aperfeiçoamento profissional.

1.1.11    Da autonomia econômica do espaço cultural

- Obter recursos através da venda de serviços diversos, produtos culturais e venda de ingressos quando for o caso.

- Elaborar e organizar salões de arte e artesanato em parceria com a iniciativa privada como forma de captação de recursos, assim como também o intuito de premiação aos participantes.

- Captar recursos através de subvenções governamentais e das diversas linhas de financiamento oferecidas por instituições governamentais.

- Estabelecer contato com o empresariado apresentando o espaço cultural como uma instituição interessante no que se refere a projetos em parceria.